É a televisão
Que me dá a sensação
De não estar só na solidão
E de que tem alguém ao lado.
É o jogo, o Fliperama,
Tudo aquilo que se ama,
Brincar de anarquia,
Beijar no outro dia...
Na maré vou deslizar;
Vou beijar a sua boca
Te mostrar como é tão pouca
A saudade de zarpar...
É o telefone,
Que não fala nem atende;
Também não compreende
E não pode reclamar
Dos coqueiros que balançam
Igual às ondas do mar.






