quinta-feira, 13 de maio de 2010

Coqueiros


É a televisão
Que me dá a sensação
De não estar só na solidão
E de que tem alguém ao lado.

É o jogo, o Fliperama,
Tudo aquilo que se ama,
Brincar de anarquia,
Beijar no outro dia...

Na maré vou deslizar;
Vou beijar a sua boca
Te mostrar como é tão pouca
A saudade de zarpar...

É o telefone,
Que não fala nem atende;
Também não compreende
E não pode reclamar
Dos coqueiros que balançam
Igual às ondas do mar.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ciclone


Tudo calmo
No olho
Do furacão.
Passa pelo
Ciclone
Na palma
Da minha
Mão...

Quantos dedos
A apontar
O que voa
E tantos medos
A perguntar,
Meio à toa,
Quem criou
O caos?

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Qual dia...


Não adianta nem lamentar;
Seguir é o que adianta...
Siga o exemplo da planta:
Caem folhas para florear...

Para que murmurar...
Os ouvidos do destino
São atentos e o desatino
Só faz nos complicar...

Sei das amarras do verso
Entendo calado o reverso
Da vida séria, do dia-a-dia.

Sei dos limites tolhidos
De ultrapassagens perdidos
Sem saber em qual dia...

Cristiano Jerônimo 26.04.2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

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domingo, 18 de abril de 2010

Em meio ao caos


Menina
Do cabelo cacheado
Tem o cheiro do pecado
Cheira a só fazer amor.

Garota
Nem o céu de Ipanema
Nem um filme de cinema
De comédia ou de terror.

Tem tanta presença
De espírito,
Aos ares marítimos,
Das valsas
Dos ritmos,
Um barco
A vapor...

Segue
A maxambomba
Da água do Prata
Aos bairros
Dos Arrecifes
Assustados
E com a gente
Em meio
Ao caos.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Pêndulos


Maria ia

E não sabia.

Só ia

E vinha.

E confiava

Num futuro

Melhor...


Só não sabia

Nem queria.

Saber

De onde

Vinha,

Resignada,

Algo pior...


Maria

Já entendia,

Que anos

Passavam,

E os pêdulos

Voltavam

E batiam!

sábado, 3 de abril de 2010

Cota parte



A insuportável dor

De não sentir nada

É algo bem menos

Explicável

Que a natureza

Dos fatos.


Mas, na ioga,

Por exemplo,

O silêncio

E a suposta

Solidão

São formas

De mergulharmos

Em nós mesmos

Em busca de

Auto-conhecimento.


Se a angústia

É a mola da existência,

Estamos pulando

Na catapulta

Do eterno

Onde nos cabe

A verdadeira

Cota parte...


Cristiano Jerônimo – 03.04.2010